Solucionando Travamentos no Galaxy S3

maio 21, 2013 § 2 Comentários

Galaxy S3 é um dos melhores aparelhos com Android oficialmente lançados no Brasil e, sem dúvida alguma, veio para quebrar o paradigma de que o nome Android está ligado a celulares com desempenho pobre. Tudo roda maravilhosamente rápido e estável. Todos os recursos funcionam perfeitamente como devem.

Há mais ou menos 1 mês, entretanto, passei a ter um problema bem chato. Estava numa lanchonete com um amigo quando olhei para a tela do meu aparelho e ela não respondeu como deveria. Fui minimizar o whatsapp e o a tela inicial não apareceu. O botão do principal estava com um tempo de resposta muito aquém do normal.

Deste dia em diante, nada mais funcionou como antes.

Fiz tudo que pude. Limpei os aplicativos inúteis, liberei espaço, resetei para as configurações de fábrica, dei full wipe. Nada disso resolveu. E pior, começou a congelar definitivamente, as vezes nem voltava do standby, sendo necessário retirar a bateria para o aparelho voltar a responder. Algo estava errado.

Pesquisei na internet e vi uma quantidade enorme de gente com esse problema, com respostas não tão boas e que talvez não resolvesse bem o problema. A maioria dos usuários resolveu o problema trocando a Rom por uma alternativa, mas eu resolvi um pouco diferente.

Trocando o firmware para a versão oficial da samsung, mas a que não tem vinculo com operadora.

Não seja burro, faça backup

Um amigo fez no dele e disse que formatou, perdendo tudo o que tinha. Talvez porque ele utilizava uma Rom Custom quando aplicou, então precisou instalar tudo do zero no dele. No meu caso não. Única evidencia  – além de ter parado de ficar lento e travar – de que apliquei corretamente o firmware foi ter sumido o logo da vivo, na tela de inicio do aparelho. Agora aparece a padrão, da Samsung. Tudo o que eu tinha permaneceu como estava, bonitinho.

Não custa ter cuidado.

Faça backup utilizando o Titanium Backup ou o Kies da Samsung.

Fazendo o download do Firmware

No site SamMobile você encontra uma busca de firmware e precisa criar uma conta gratuita para fazer o download. Procure pelo firmware I9300ZTOEMB1‘, que representa o software padrão dos aparelhos brasileiros não vinculados a uma operadora.

Deve aparecer algo mais ou menos assim:

Untitled

Ou se preferir, só clicar no link direto aqui. O arquivo é enorme.

Baixando do Odin

Depois disso você vai precisar fazer download do Odin, o software que gerencia a aplicação de firmware e roms em aparelhos Samsung. Você pode achar no Fórum XDA clicando aqui.

Odin é um nome maneiro.

Iniciando seu aparelho no modo ODIN

Desligue seu aparelho completamente. Segure [volume pra baixo], botão [principal] e aperte [power] e continue segurando tudo até a hora que o aparelho iniciar com uma tela de aviso, como a da foto. Aperte a tecla [Volume para cima] para continuar.

Depois é só seguir o fluxo abaixo:

1. Executar o Odin.

2. Selecionar no botão PDA arquivo com extensão tar.md5 que você extraiu do zip baixado do SamMobile.

3. Plugar o aparelho na porta USB do computador, iniciado no MODO ODIN.

4. Apertar START no Odin.

5. Ser feliz.

Odin

Considerações gerais

Espero que você seja grandinho, maior de idade e consciente de que você é responsável pelas suas ações, que se der merda no seu aparelho, não tenho culpa de você ter seguido um tutorial na internet.

Comigo funcionou, então é isso.

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Não seja mané, proteja seu Wifi

novembro 26, 2012 § Deixe um comentário

De dentro de casa encontro uma quantidade enorme de roteadores abertos, sem nenhuma configuração de segurança. Foram instalados da mesma forma que saíram da caixa.

Já escrevi uma vez sobre roteadores wireless desprotegidos por aqui. Muito tempo passou, o número de roteadores aumentou, mas ninguém parece entender como  funcionam seus dispositivos. É impressionante a quantidade de redes abertas e roteadores desprotegidos, usando como unica proteção a senha padrão de configuração do roteador.

A maioria dos meus leitores são tecnicamente capazes, ou seja, sabem o que estão fazendo com sua tecnologia. Mas vou tentar deixar um tutorial básico, para os paraquedistas de plantão entenderem o mínimo sobre como proteger sua rede.

Entendendo o Problema

Não existe mais ninguém  bobo quanto ao funcionamento da internet, todos sabem a quantidade de crimes e atividades ilegais que podem ser feitas através da rede.

Quando alguém comete um crime pela internet, algo grande o suficiente para alguém se importar, a primeira coisa que vão buscar é o arquivo de logs. Esses arquivos contém uma lista enorme informações, normalmente armazenada por 3~5 anos, dizendo de forma detalhada quem, em que momento, acessou o que dentro de um servidor.

Por exemplo:

64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:05:49 -0800] "GET /twiki/bin/edit/Main/Double_bounce_sender?topicparent=Main.ConfigurationVariables HTTP/1.1" 401 12846
64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:06:51 -0800] "GET /twiki/bin/rdiff/TWiki/NewUserTemplate?rev1=1.3&rev2=1.2 HTTP/1.1" 200 4523
64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:10:02 -0800] "GET /mailman/listinfo/hsdivision HTTP/1.1" 200 6291
64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:11:58 -0800] "GET /twiki/bin/view/TWiki/WikiSyntax HTTP/1.1" 200 7352
64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:20:55 -0800] "GET /twiki/bin/view/Main/DCCAndPostFix HTTP/1.1" 200 5253
64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:23:12 -0800] "GET /twiki/bin/oops/TWiki/AppendixFileSystem?template=oopsmore¶m1=1.12¶m2=1.12 HTTP/1.1" 200 11382
64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:24:16 -0800] "GET /twiki/bin/view/Main/PeterThoeny HTTP/1.1" 200 4924
64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:29:16 -0800] "GET /twiki/bin/edit/Main/Header_checks?topicparent=Main.ConfigurationVariables HTTP/1.1" 401 12851

64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:36:22 -0800] "GET /twiki/bin/rdiff/Main/WebIndex?rev1=1.2&rev2=1.1 HTTP/1.1" 200 46373
64.242.88.10 - - [07/Mar/2004:16:37:27 -0800] "GET /twiki/bin/view/TWiki/DontNotify HTTP/1.1" 200 4140

O primeiro numero “64.242.88.10” é um endereço IP. Ele, em sua simplicidade, diz exatamente quem é você. Um bom policial com o mínimo de treinamento conseguiria esse endereço nos logs dos servidores, acionaria os provedores para identificar de quem era a conta que estava usando este endereço naquele momento específico “[07/Mar/2004:16:37:27 -0800]” , a partir daí, chegariam ao endereço físico de onde partiu o acesso.

As pessoas mal-intencionadas sabem disso, jamais seriam inocentes o suficiente para atuar a partir de sua própria conexão à internet. Sabem que não demoraria muito para alguém encontra-lo. Pessoas predispostas a cometerem crimes farão isso de uma conexão aberta e desprotegida. Vão agir de forma que alguém responda por eles.

Fechar sua rede não é uma simples questão de egoísmo. Evitar que alguém use conexão é uma questão real de segurança.

Imagine que você deixou seu carro aberto, com a chave na ignição. Uma pessoa viu e saiu para dar uma volta sem sua permissão. No caminho, acaba atropelando alguém e resolve deixar o carro onde encontrou, para evitar que seja pego. Com um detalhe, alguém filmou seu carro atropelando aquele pedestre.

Seu roteador é este carro. O endereço IP é a placa dele.

Como saber se sua rede está desprotegida

O nome da sua rede fala muito sobre ela. A primeira coisa que as pessoas costumam mudar quando configuram corretamente um roteador é o SSID, o nome que será propagado por ai. Em casos mais específicos é até interessante ocultar completamente esse nome. Se seu roteador está com um nome: default, linksys, dlink, netgear ou qualquer outro nome que veio de fábrica, já é um mau sinal. Redes com esses nome costumam trazer um segundo problema, não usam uma chave de autenticação, são redes abertas.

Se o dono não teve o cuidado necessário para trocar o nome da rede (ressalva de casos propositais), provavelmente não se preocupou em colocar uma senha suficientemente forte, bastando algumas tentativas para alguém conseguir descobri-la. E se não conseguiu, não é muito complicado quebrar essas senhas utilizando algum software meia-boca, desses que você acha pelo Google.

Ou seja, se você não tinha conhecimento algum quando comprou seu roteador e pediu para o sobrinho micreiro da sua vizinha configurar ele para você, observe o nome e a complexidade da senha de sua rede. Se forem simples demais, podem ser um atrativo para intrusos.

Roteador e Configurações

Certo, você já identificou que sua rede está aberta, que qualquer pessoa poderia acessa-la abertamente e quer resolver isso.

Primeiro passo é identificar seu roteador, saber por qual endereço ele está respondendo. Verifique os detalhes de rede (ipconfig /all no windows) e procure pelo endereço de Gateway, ele é sua porta de saída para internet, ou seja, seu roteador.

Em raríssimos casos essa máxima não vai condizer com a realidade, mas na maioria dos casos, esse é o padrão.

No exemplo da foto, o endereço do roteador é 192.168.1.1. Na maior parte dos casos os endereços vão ser similares a esse. Se for algo diferente disso, pegue o endereço IP (192.168.1.28 no exemplo) e substitua o ultimo octeto (numero depois do ponto) por 1 ou por 254, deve funcionar.

Se tudo der certo, ao digitar esse endereço IP no browser, ele vai mostrar uma tela pedindo usuário e senha de administrador. Provavelmente o titulo da janela já vai ser o modelo do roteador, caso tenha preguiça de ler na própria caixinha dele. Se não souber sua senha padrão, procure por Default Password List“. Com essa busca, você encontrará listas organizadas por modelos e fabricantes, contendo a senha padrão para cada um deles.

Nesse roteador ai, a senha era ADMIN/ADMIN 😉

Depois de acessar, tome muito cuidado para não alterar nada que não tenha conhecimento. Procure apenas as opções de rede wireless (wlan) e altere o SSID, defina também uma senha FORTE para sua conexão. Dando preferência para protocolo de criptografia WPA2, que é um dos mais seguros para redes domésticas. Salve tudo, reinicie seu modem pelo menu de sistema (vai variar de acordo com o modelo do router).

Não esqueça de alterar a senha de administrador do roteador, para evitar que alguém possa fazer isso de fora.

Caso queira que, por algum motivo, sua rede permaneça aberta para compartilhar com amigos, vizinhos ou no seu comércio, lembre-se de trocar pelo menos a senha do administrador, para evitar que alguém tire seu roteador do ar. Também instale antivírus e firewall nas máquinas da sua rede.

No exemplo da imagem, troquei a senha de uma rede aberta que encontrei perto de casa, deixei apenas um recado para o dono entender o perigo. A rede permaneceu totalmente funcional.

Galaxy s3 – Android, Personalização e mudanças da plataforma.

outubro 22, 2012 § Deixe um comentário


Falar de Android sempre carrega um grande estigma, principalmente para pessoas como eu, que se arriscaram nas primeiras versões da plataforma.

Meu primeiro Android foi Motorola Dext.  Apesar de ser um excelente aparelho, caiu num problema gravíssimo, a falta de atualizações por parte do fabricante. Após essa frustração com a plataforma, cai de vez no blackberry.

Comprei um aparelho barato mas que satisfazia todas as minhas necessidades, e tirando a falta de uma câmera boa, até que me satisfazia muito bem. Depois disso acabei voltando com uma perna para o mundo android, comprei um tablet com o honeycomb e que foi atualizado para as versões mais recentes, até o Jelly Bean atualmente.

A maturidade das versões mais novas, e o novo acordo de atualização firmado entre o google e as fabricantes me motivaram a voltar para essa plataforma. Busquei um celular que trouxesse uma câmera boa e uma capacidade de hardware robusta, que me fornecesse a possibilidade de brincar, descobrir e inovar. Inicialmente optei pelo Google Nexus (Galaxy X no Brasil) mas o aparelho chegou com um problema para carregar. Devolvi o aparelho depois de descobrir que era um problema recorrente, centenas de aparelhos estavam com o mesmo problema.

Depois desse incidente, acabei comprando um Galaxy S3 que está comigo faz quase um mês.

Possibilidades e mudanças na plataforma

Quem usou o Android até a série 2.x Gingerbread, pode esquecer, aquele sistema morreu. Desde o Icecream Sandwich a plataforma ganhou uma nova forma, uma postura madura voltada para qualidade de navegação do usuário.

Essa mudança de perspectiva é nítida para qualquer um que mexa no dispositivo. Em aparelhos mais robustos, com hardware agressivo, é impossível notar qualquer tipo de engasgo ou travamento. Tudo funciona da forma mais fluida possível.

Falando mais em relação ao aparelho, o S3 tem um hardware ridiculamente parrudo, um exagero. Na versão internacional (a que vende no Brasil) ele vem munido de um processador Quad-core e 1gb de ram, mais rápido que muito computador por ai. É muito fácil sentir a capacidade do aparelho, principalmente quando executando jogos mais pesados, que não fazem nem cócegas no desempenho.

Todos os celulares mais novos, tanto Android quanto Windows Phone 8 já vêm equipados com NFC, um dispositivo de transferência de dados por proximidade. Para transferir dados entre os aparelhos é só encostar um no outro e confirmar a transferência na tela. Sem precisar de rede wifi, bluetooth ou dados.

Tenho certeza que algumas galinhas pretas foram mortas na confecção dessa tecnologia.

O NFC também facilita leitura de cartões e tags, que podem conter ações ou informações salvas. Em um exemplo, as chaves das BMW, aquelas que você só precisa estar dentro do carro com ela para ele ligar, e os cartões de metrô que temos por ai, também são feitas com NFC.

Em alguns países você pode simplesmente comprar um App da operadora do Metrô e colocar seus créditos direto no aparelho.

Se preferir, pode utilizar a tecnologia para fins mais obscuros como roubar um BWM ou andar de metrô de graça.

Curiosamente o iPhone 5 não vem com NFC. E se você, macfag de carteirinha pensou “Não preciso de NFC, não uso mesmo”, se continuar com esse pensamento medíocre, esperando uma empresa ditar tudo o que você pode fazer ou não. Nunca vai usar mesmo.

Android é personalização

Se existe algo que seduz no Android, é a capacidade de personalização da plataforma. Praticamente tudo é modificável  você não é obrigado a ter nada do jeito que sai da loja. Não gostou do teclado? Temos outro. Não gostou da tela de desbloqueio? Fácil. Isso, nenhuma outra plataforma chega nem perto.

O Android é seu, com a cara que você quiser. O meu ficou assim:

Tela de Bloqueio – Widget Locker + Minimalistic Text

Area de Trabalho – Nova Launcher + Minimalistic Text 

Não sou muito fã do teclado padrão. O corretor ortográfico é até bom, mas existem opções muito interessantes disponíveis na loja de aplicativos. Optei pelo Switfkey, um teclado fantástico que analisa todas as suas mensagens do gmail, twitter e facebook para aprender a forma que você digita e palavras mais usadas para sugerir durante a digitação.

O corretor é tão poderoso que as vezes tenho a impressão de simplesmente pensar na palavra, digitar de qualquer jeito e o teclado corrigir magicamente para o que eu estava pensando. É assustador. Com essa facilidade, consegui substituir o teclado físico que tanto me agradava, digitando até mais rápido do que conseguia digitar por lá.

O vídeo do fabricante mostra essa maravilha funcionando:

A personalização vai ainda mais afundo quando tratamos do comportamento do aparelho.

Existem alguns aplicativos como o Automateit e o On{x} que permitem a criação de variadas regras baseando-se em informações de posicionamento, rede ou qualquer interação do aparelho. Criei uma regra para sequestro que, ao receber uma mensagem com um texto específico, meu telefone automaticamente liga para minha casa e retorna por SMS minha posição de GPS. Pelo On{x} a brincadeira fica até mais séria, ele funciona como uma IDE para desenvolvimento que interpreta Javascript, permitindo programar qualquer coisa, baseando-se nos gatilhos do sistema.

On{x} é mágico:


O Aparelho é seu, assuma isso.

Se você tem um aparelho Android, comece a vê-lo com outros olhos.

Procure launchers e papeis de paredes personalizados. Escolha o teclado que mais se adapte a sua necessidade. Entenda que smartphones são computadores com uma capacidade altíssima, explore o que ele tem para te dar. A coisa mais triste que vejo é alguém que usa o Android como saiu da loja, com um monte de sujeiras instaladas pelo fabricante.

Quebre a mesmice.

Windows 8 Enterprise – Review

agosto 27, 2012 § Deixe um comentário

Assim que foi lançada a versão final, instalei o Windows 8 Enterprise em uma máquina virtual e comecei a brincar. A experiência inicial foi muito impressionante. Interface nova é muito bonita e com um poder de intuitividade digno de quem está usando um simples aplicativo para smartphone, alias, parece ser toda ideia por trás do sistema. Então resolvi testar para valer, assim como fiz com o SuSe 12 e postei aqui. Reparticionei meu computador e adicionei a nova versão windows que,  mesmo tendo a nova interface toda sem janelas, ainda carrega esse nome.

Essa é a cara da criança:

Com a rodinha do mouse a tela se move horizontalmente, mostrando todos os programas instalados.

A nova interface do windows (Metro)

O novo sistema operacional da microsoft vem com essa tela bacaníssima que você viu no screenshot ali em cima. Essa interface é base para qualquer ação no sistema operacional e, mesmo se optar por usar o desktop antigo, você precisa retornar para essa tela sempre que quer executar alguma outra aplicação.

Vou tentar explicar com exatidão esse procedimento ao longo do texto.

Essa interface antes recebia o nome de Metro, mas depois que uma empresa alemã requisitou os diretos pelo nome, a microsoft modificou apenas para “Windows 8 Style“, que é um nome muito, mas muito ruim mesmo, para uma parada bem legal. Como não me acostumei a dizer  “Ai você vai na parte Windows 8 style”, eu continuo chamado de Metro. 

Vários aplicativos já estão inclusos nessa interface nova, dos tocadores de vídeo e som, sistemas de mapas do Bing, até um aplicativo de mensagens vinculado ao MSN que parece um sistema de sms, provavelmente é assim que vai interagir em sua versão para tablets e smartphones. Tudo é muito bonito e bem desenhado, mas quando começamos a usar, passamos a sentir falta de uma tela sensível ao toque.

Tudo parece ser construído para redes sociais. O aplicativo de foto sincroniza automaticamente ao facebook e flickr, a lista de contatos também vem extraída do Facebook. Windows 8 também vem com uma loja de aplicativos que, quando instalado no Brasil, perde um monte de aplicativos, mas que já vem com algumas coisas bem legais.

Na foto: Mensagem, Evernote, Imagens, tweetro, store. (não necessáriamente nessa ordem)

Desktop old-school

O desktop mais funcional, no padrão como conhecemos, pode ser acessado pela interface nova clicando na paleta “desktop”, vista no primeiro screenshot, no canto inferior esquerdo.  De cara, já notamos que não existe mais o menu iniciar na barra de tarefas. A opção que se assemelha ao menu iniciar agora é o atalho para o Metro, que aparece quando encostamos o cursor do mouse no canto inferior esquerdo.

Todos os cantos ativam alguma ação.

O canto inferior esquerdo como mencionei, leva para o Metro. O superior esquerdo, mostra os aplicativos que estão abertos no Metro, não no desktop, o que é bem curioso. E os dois cantos do lado direito ativam o menu com as algumas opções de compartilhar, buscar, dispositivos e configurações.

Para trabalhar, o desktop é a melhor opção, fazendo tudo mais rápido do que a interface nova pode proporcionar.

Internet Explorer 10

Uma grande surpresa de usabilidade, foi o internet explorer na interface metro, que vem muito bonito e com um aproveitamento de tela maravilhoso. As opções do browser como barra de url, ir e voltar, entre outras, são acessadas com um clique no botão direito do mouse. Cabe muito mais coisas na tela, já que tudo roda em tela cheia. Quase nos faz não querer usar outro browser.

O IE10 está absurdamente rápido e estável, assim como todo o resto do sistema. Obviamente existem alguns problemas de incompatibilidade com sites mais antigos, mas nada que prejudique o desempenho. Só é ruim usar o internet explorer na interface nova, se quiser ouvir musica pelo youtube e deixar a aplicação oculta, enquanto usa outro aplicativo. O Internet Explorer corta a reprodução se não estiver em evidência. Já na versão do internet explorer para desktop, tudo funciona normalmente.

Essas barras de opções aparecem com o botão direito:

Impressões Gerais

O sistema é rápido, muito rápido.

Em quase duas semanas não tive nenhum travamento, lentidão ou qualquer coisa que pudesse atrapalhar o uso. Depois de alguns dias, eu quase não usava a interface metro para nada, só para o evernote ou para chegar nos aplicativos. Troquei o messenger pelo Windows Live padrão e estou usando o Chrome como browser principal.

Se você planeja apenas ler conteúdos de sites, ouvir musica ou fazer algo simples, talvez a interface nova seja bastante confortável. Encaixa perfeitamente para isso, assim como um tablet. Mas se quer trabalhar, alternar janelas rapidamente e, principalmente, trabalhar com mais de 3 janelas ao mesmo tempo, a interface nova é praticamente inútil.  Na interface metro você consegue colocar telas divididas, podendo por exemplo, usar o messenger e o browser ao mesmo tempo. Mas se precisar usar uma quantidade maior de janelas, acaba se tornando um trabalho um pouco mais chato.

Navegar pela interface nova é bem legal. Se você só precisar fazer isso.

Outra coisa legal para quem trabalha com o sistema e as vezes precisa resolver alguns problemas com processos e desempenho, é a nova interface do task manager, que traz uma quantidade bem maior de informações do que antigamente. Desde a quantidade de dados trafegados, espaço alocado em disco e informações normais de CPU e memória. Os gráficos de performance são excelentes, sendo bem mais funcionais do que nas versões anteriores. É no task manager também que tiramos os programas da inicialização do windows.

Nunca vi um windows iniciar tão rápido. No meu computador está demorando 5 segundos, do momento que aperto o botão até a hora de digitar a senha. É de ficar espantado. Quando o computador está em modo hibernação, normalmente quando fecho a tampa, ele volta tão rápido que nos primeiros dias achei que não estava nem hibernando, que havia ficado ligado. Mas não.

Em termos de aproveitamento de recurso e desempenho, só tenho elogios.

Resumão

De uma forma bem simplificada, conseguimos notar os esforços da microsoft para disseminar a nova filosofia dos seus sistemas operacionais moveis para os usuários de desktop. Isso é obviamente um passo parecido com o que a Apple fez anos antes, levando alguns pontos de seus sistemas móveis para os usuários do OS X, a exemplo do Drawer que aparece a partir do MAC OS X Lion.

No fim das contas, todo usuário quer algo mais parecido com o que já está acostumado. Tanto por praticidade tanto por compatibilidade. Se tratando do Windows, a tendência é que o o sucesso do sistema operacional em desktops impulsione as vendas dos tablets e smartphones da microsoft.

Como sistema operacional, o windows 8 é bastante estável e robusto. Se optar por não usar tanto a interface metro, sentirá poucas diferenças de usabilidade no cotidiano,  mas vai acabar rezando por uma opção que desative essa interface de uma vez por todas. O que não é bem possível. A microsoft vai lançar alguns periféricos que facilitem a navegação na interface nova, mas até lá, é uma questão de costume.

Eu dou uma nota 7.5/10. Existem muitos pontos positivos em tudo, mas que foram encaixados de forma confusa.

Esse vídeo não é meu, mas passa a ideia da coisa:

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=bmBpqIks5qM%5D

Evolução da internet em infográfico

agosto 17, 2012 § Deixe um comentário

Eu realmente gosto da internet, acredito que mesmo os criticam, fazem isso sem considerar realmente do que estão reclamando. Fazem pelo motor da crítica, reclamar de alguma coisa para sentir que existe um proposito existencial.

Quando acessei a internet pela primeira vez, tudo era muito limitado em relação ao que existe hoje. Internet era um lugar onde as pessoas usavam chat, faziam trabalhos de escola e viam fotos dos mamonas assassinas mortos. Era engraçado como de inicio, todos duvidavam do futuro da rede, as pessoas comuns achavam uma perda de tempo. Hoje é inviável viver sem essa tecnologia, se você acha que é, está esquecendo de todo o universo que a internet abrange.

O legal do infográfico é ver como a internet mudou, saiu de uma rede fria, ligando computadores e informações e passou a ser uma rede de pessoas, onde o foco principal se voltou para a colaboração e interação humana.

Por mais que o fantástico faça questão de contextualizar “a internet, rede mundial de computadores”, essa definição já não faz mais sentido, estamos em uma rede que interliga pessoas, não máquinas.

Exigências para vagas de T.I

agosto 15, 2012 § Deixe um comentário

É ridículo.

Fazem alguns anos meus amigos comentam sobre como as vagas de tecnologia divulgadas em sites de currículos são incoerentes, normalmente exigem uma quantidade de qualificações que são incompatíveis ao perfil.

Para ilustrar melhor essas incoerências, visualize uma empregada doméstica que tenha que atender os seguintes requisitos:

  • Escolaridade Mínima: Superior em enfermagem, gastronomia ou hotelaria.
  • Inglês (Fluente), Espanhol (Desejável)
  • Conhecimento em culinária francesa, espanhola, japonesa. Conhecimento em culinária escandinava será considerado um diferencial. Habilidade de executar reparos elétricos, mecânicos ou hidráulicos. Conhecimento básico sobre medicamentos, procedimentos de primeiros socorros e traumatologia.
  • Curso técnico de enfermagem, eletricista e bombeiro hidráulico.
  • Experiência minima de 3 anos em restaurante, 2 anos em hotéis de pelo menos 3 estrelas, no mínimo 1 ano em instalações elétricas e cabeamento estruturado. Secretariado executivo pode ser considerado um diferencial.

Empresas traçam perfis que cubram diversas necessidades pagando apenas um profissional, tentando preencher o máximo de lacunas com a mesma pessoa. Até entendo que seja interessante contratar alguém com várias habilidades diferenciadas, mas como fiz no exemplo da empregada doméstica, você acaba percebendo que tentam arrumar alguém para resolver todos os problemas existentes “em casa”, mas na maioria dos casos isso inclui traçar um perfil que não existe, com atribuições totalmente opostas e com focos completamente diferenciados.

Beira o absurdo.

Tá fácil pra ninguém. Esse ai não atendeu aos requisitos da vaga.

Recentemente o @marcogomes postou uma vaga questionando:

Há alguém no mundo que consiga cumprir as exigências dessa vaga p/ Auxiliar de Informática?http://ow.ly/1OqOFy #humor

A vaga é a seguinte:

Descrição

  1. Auxiliar De Informática (Nível: Operacional)
  2. Local de trabalho: *********
  3. Regime de contratação de tipo Efetivo – CLT
  4. Jornada Período Integral
  5. Empresa em ******* contrata pessoa com experiência em informática, montagem de computador, instalação de Windows e programas e suporte. Trabalhar internamente e externamente. Salário a combinar.

Exigências

  1. Escolaridade Mínima: Ensino Médio (2º Grau)
  2. Português (Nativo), Inglês (Básico)
  3. Banco de dados: PostgreSQL, Oracle, Sybase, SQL Server, Interbase, DB2, Caché, Informix, Firebird
  4. Programação: jQuery, MATLAB, JavaScript, HTML, Java, Ruby, VB.Net, R, PHP, Phyton, Erlang, C#, C+, C, ASP, ASP.Net, Cuda extensions, Dot Net, CSS, C++, COBOL
  5. Gráficos/Web: Macromedia Fireworks, Macromedia Dreamweaver, Inkscape, Macromedia Flash, Pixia, Paint Shop Pro, Macromedia Freehand, Adobe Photoshop, Adobe Ilustrator, 3ds Max, Blender, GIMP, Expression Web, CorelDraw
  6. Aplicações de Escritório: Microsoft Word, Microsoft PowerPoint, StarOffice, Open Office, Microsoft Outlook, Lotus Notes, LibreOffice, Microsoft Excel, Microsoft Access
  7. Sistemas Operacionais: Solaris, NT 4.0, UNIX, Windows, VMS, NetBSD, IBM OS, FreeBSD, JavaOS, Mac OS, Linux
  8. Outros programas: Servidores de E-mail, Selenium, SAP, Software de Contabilidade, Servidores Web, Servidores Proxy, Edição de Som, CRM, AutoCAD, Microsoft Project, ERP, Edição de Video

Tempos atrás também encontrei pela internet uma comparação bem humorada, exemplificando o absurdo das exigências dentro da área de tecnologia. O post demonstra essa incoerência fazendo um paralelo com um motorista de ônibus:

Achei copiado em vários blogs, então não sei como citar a autoria real. Se for você fale comigo:

Cargo: Motorista.

Exigências do trabalho: Competência profissional em condução de veículos leves como carros e pesados como ônibus e caminhões, ônibus articulados, bondes, metrô, tratores, escavadoras e pás carregadoras e tanques pesados atualmente em uso pelos países da OTAN.

Habilidades em Rali e de condução extremas são obrigatórios!
Experiênciana Fórmula-1 é um diferencial.

Conhecimento e experiência em reparação de motores de pistão e rotor, transmissões automáticas e manuais, sistemas de ignição, computador de bordo, ABS, ABD, GPS e sistemas de áudio automotivo dos fabricantes conhecidos mundialmente – obrigatória!

Experiência em tarefas de pintura e funilaria de automóveis é um diferencial.

Os candidatos devem ser certificados pela BMW, General Motors e Bosch, mas não por mais de dois anos.

Compensação: R$ 15 -R$ 20/hora, dependendo do resultado da entrevista.

Exigências da instrução: Bacharel em Engenharia Mecânica.

Update:

Postaram no comentário do facebook um tumblr excelente:

Vagas de T.I mais absurdas do mundo:

Linux em computadores pessoais, anos depois.

agosto 14, 2012 § 2 Comentários

Das minhas lembranças mais remotas em um computador, já me recordo de estar apanhando para instalar uma versão bizarra do linux com a interface quadrada do Window Maker, que eu achava foda e, de uma forma muito contraditória, futurista. Mais de 15 anos se passaram desde minha primeira experiência com Linux, nesse processo, sistemas operacionais se tornaram uma paixão, acabaram sendo meu principal foco de trabalho até meados de 2008. Nessa época eu já não usava mais linux como estação de trabalho, apenas em alguns servidores da empresa que eu trabalhava. Minha estação de trabalho já era um FreeBSD bem customizado, de lembrar os olhos brilham.

Mas a empresa que eu trabalhava, que era totalmente baseada em plataforma aberta, foi comprada por uma grande empresa com uma forte inclinação à microsoft. Atualmente ela é um dos maiores revendedores microsoft do mundo. Minha linha de trabalho foi eliminada da empresa e passei a ter atribuições totalmente diferentes, fiquei muito longe de sistemas operacionais nesse tempo. Tirando uma intervenção ou outra, não era algo que estava mais em contato no dia a dia. Meu computador de casa rodando OSX me da toda facilidade que preciso em ambientes unix-like, mas acabo ficando fora de como esta o desenvolvimento de uma cultura tão interessante, o software livre.

Até a última sexta feira.

O processo de instalação

Semana passada resolvi tentar converter meu notebook do trabalho para alguma distribuição linux mais simplificada, dessas top downloaded na distrowatch. As mais baixadas lá são o Mint e o Ubuntu, mas como eu não quero ser tão mainstream assim, optei pelo OpenSuSE, distribuição que já tinha testado lá por 2006, mas agora parecia bem reformulada. Em uma prova de conceito algumas semanas atrás vi um cara usando o OpenSuSE com o Gnome3 e achei lindo, então, resolvi testar.

O particionamento foi tranquilo e simples, parte que sempre me deixa tenso em instalar um sistema operacional paralelo. Danificar a tabela de partição do sistema concorrente é algo que não deixa ninguém feliz. Escolhi particionar em ext4, pelo que pesquisei é a atual mais confiável. ReiserFS, rest in peace. 

Todo processo de instalação do suse é bem simples e fácil, tirando a parte de selecionar pacotes, sempre exige um pouco de atenção para fazer as escolhas certas, ou você vai acabar precisando de uma biblioteca que não instalou. Precisei instalar o SuSE duas vezes, na primeira instalei todos os pacotes, incluindo diversos gerenciadores de janela. Depois reinstalei para fazer uma instalação mais criteriosa e limpa. Todo processo demorou por volta de 40 minutos.

 A duvida eterna, qual gerenciador de janelas?

Gnome 3 it is. Escolher qual gerenciador de janelas usar é uma das decisões mais complicadas, principalmente considerando que é total questão de gosto e, normalmente, acabamos sendo influenciado pelas opiniões de nossos amigos. Então optei pela que achei mais limpa e leve. Existem pontos positivos em cada uma delas, optei uma que não tivesse um menu iniciar. 

A interface do Gnome que acompanha o SuSE é de brilhar os olhos, sem dúvidas uma das mais bonitas disponíveis hoje. A interface traz um modelo de ação por cantos, que quando o mouse é arrastado para o canto esquerdo, as janelas caem em segundo plano e um dock com os softwares ‘favoritos”, como ele chama, aparece na lateral. No centro aparece as janelas abertas de forma organizada, possibilitando reposicionar ou fechar qualquer uma delas. Na lateral direita ficam os desktops múltiplos, fáceis de gerenciar. É quase uma versão alternativa do que eu mais gosto no OSX. Na lateral inferior direita, ficam os processos que estão abertos mais sem janela ativa, como em uma bandeja de tray do windows. No meu ali, tem duas conversas do GTALK e clipboard.

O sistema está bem fluido e estável, não tenho nada o que reclamar quanto a desempenho. Tudo está bem e rodando tranquilo. Up and running.

Integração


Existe uma integração muito interessante entre o Gnome e os serviços do Google, foi até um pouco surpreendente ver isso funcionar desse jeito. Existe um menu ali no topo com o nome do usuário, Alberto Brandão, como o print mostra. Nesse menu consigo acessar a opção “Online Accounts” e cadastrar contas do Google ou do Twitter.

Na integração com o google eu consigo vincular automaticamente o talk, gmail, contatos, calendário e documentos. Quando abri o Evolution, client de email que acompanha a distribuição, meus emails do google já estavam lá, o mesmo aconteceu com o empathy, que já veio com meus contatos do google talk configurados bonitinhos e assim por diante.

Da pra ver que eu vinculei o linux também à minha conta do Twitter, embora eu não faça a mínima ideia do que essa integração faça. Já que não veio nenhum client para twitter e não recebi nenhuma notificação causada por ele. Pesquisei em fóruns e aparentemente, ninguém tem muita ideia do que isso faz. Talvez seja alguma implementação para uma funcionalidade futura.

Integração do Talk é linda.

Problemas

Nem tudo são flores quando se trata de linux. Por mais que os xiitas insistam, não consigo dizer que linux é um sistema user friendly. Mesmo distribuições como o Mint ou Ubuntu que são bem simplificadas, podem chegar pontos em que o usuário fique confuso ou falte com conhecimento operacional. Não me refiro a coisas complexas, me refiro a situações simples, como por exemplo, o fone de ouvido que não é reconhecido automaticamente, fazendo o som sair pelas caixas de som. Aconteceu isso no Ubuntu do carinha aqui do lado, que também resolveu trocar o OS da máquina dele.

Outro problema clássico do linux é a fragmentação. Como existem diversos tipos de distribuição e as vezes até a mesma sofre diferentes formas de instalação, é possível que precise meter a mão em algum código, mesmo que seja para fazer algo bobo. Outra coisa que também não é muito intuitiva, é a forma de instalação. A plataforma RPM facilita muito as coisas, mas algumas vezes não existe a biblioteca que você precisa para instalar aquele software. Vou explicar por exemplo, como fiz para resolver dois probleminhas bobos aqui.

Instalando o Google Chrome

Instalar o Google Chrome não parecia ser a tarefa mais complicada. No site de instalação estavam as versões todas descriminadas, tudo bonitinho baixei o RPM para SuSE em 64bits e corri para o abraço. Fiquei no vácuo. Dei de cara com um erro, o rpm não se instalaria como eu pensei. Descobri um pouco depois que precisava instalar o lsb e as bibliotecas png. Isso demorou pouco mais uma busca no google pra mim, para um usuário normal, poderia ser um enorme transtorno.

Para instalar o lsb no OpenSuSE:

# yast -i lsb

E o libpng:

# wget
ftp://ftp.is.co.za/mirror/opensuse/distribution/12.1/repo/oss/suse/x86_64/libpng12-0-1.2.46-9.1.2.x86_64.rpm

# rpm -i libpng12-0-1.2.46-9.1.2.x86_64.rpm

Depois disso foi só instalar normalmente o rpm do chrome e ícone apareceu na lista de aplicativos do Gnome.

Instalando o VMware Player

Uso várias máquinas virtualizadas no trabalho, preciso dela para desenvolver algumas soluções e aplicar testes. Executar essas máquinas virtuais aqui é imprescindível, não seria possível trabalhar sem isso. Fiz o mesmo procedimento para instalar o VMware Player, entrei no site do fabricante e fiz download do .bundle, simples e indolor. Também não funcionou assim, precisava instalar um patch.

Baixei o arquivo o fix do vmware peguei o arquivo patch-modules_3.2.0.sh:

Editei no primeiro bloco de código a última linha, trocando a versão, que estava assim:

fpatch=vmware3.2.0.patch
vmreqver=8.0.2
plreqver=4.0.2

E ficou assim:

fpatch=vmware3.2.0.patch
vmreqver=8.0.2
plreqver=4.0.4

 Depois foi executar o .bundle com o comando sh e o patch em seguida.

# sh VMware-Player-4.0.4-744019.x86_64.bundle

# sh patch-modules_3.2.0.sh

Rede wireless não encontrada

Outro problema que encontrei, foi ao chegar em casa. Passei o dia inteiro trabalhando no linux do trabalho, mas quando cheguei em casa, o computador não localizava minha rede, apenas a minha rede. Conseguia identificar todas as outras redes disponíveis, quase 50, mas a minha rede não aparecia nessa lista. Inicialmente achei que fosse problema de criptografia, testei todas as combinações possíveis até que decidi abrir a rede, só para ver o que acontecia. Nunca apareceu. No tablet a rede funcionava e aparecia normalmente, nos outros notebooks também. 

Depois de bater um pouco de cabeça e revisar todas as regras do meu roteador, cheguei ao problema. O linux não consegue enxergar o canal que meu roteador estava transmitindo. Vira e mexe eu executo alguns testes para verificar a qualidade do canal que o router está transferindo, deixando então a configuração de forma fixa para o melhor canal que eu encontrar, normalmente opto por um canal bem alto. No caso atual, eu estava transmitindo pelo canal 13 e, por algum motivo, o linux não consegue alcançar esse canal. Troquei de canal e tudo voltou ao normal.

Descobri depois que existe uma regulamentação dos adaptadores wireless que, em alguns países, não podem acessar os canais 12 ou 13. Aparentemente para solucionar isso, basta mudar a região do adaptador, como no exemplo:

# iw reg set FR

# iw reg set US

Mais informações sobre iw:

Aprendendo com dificuldades

Usar uma distro linux no dia-a-dia tem suas vantagens, que para os curiosos de plantão, agrega um valor imenso. O Linux te força a aprender sobre ele, arrisco a dizer que nem apenas sobre ele, mas sobre sistemas de tecnologia em geral. Esse foi um dos grandes motivadores para instalar o sistema em minha estação de trabalho. Mesmo sendo mais trabalhoso e, na minha opinião, não indicado para leigos ou gente que não quer ter problemas maiores para resolver, para mim é um chute pra fora da zona de conforto. Em 5 dias que instalei precisei rever alguns códigos, alguns conceitos de programação, algumas noções de rede sem fio e canais (como relatei acima) e estudar vários outros pontos que estavam abandonados na minha cabeça, mas que acho importante estar em contato.

A unica coisa que realmente senti falta e que infelizmente ainda não existe nada a altura, é a suite office. Testei tudo que é solução até agora e nada me agradou. O mais próximo que consegui para trabalhar em documentos doc/docx sem criar uma bagunça quando enviar de volta para quem usa windows, foi através da versão web do Office Microsoft, o resto prejudica a visualização do documento. As opções para linux podem até permitir uma edição e visualização de conteúdo, mas estão longe de suprir a necessidade real de quem trabalha em multiplataformas.

 

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