Mitos e Verdades sobre Intercambio

outubro 10, 2011 § 3 Comentários

Quando eu era bem moleque, meu sonho era fazer intercâmbio. Ir para um país estranho com um idioma diferente é a abertura magica para o portal do conhecimento. Minha geração cresceu vendo vendo filmes de “high school” onde as escolas tinham times de futebol americano, cada aluno tinha o seu armário, tinham cheerleaders, e como não poderia esquecer Prom. Depois de grande a ideia perdurou mas dessa vez pensando nas universidades e seus grandes nomes, nas oportunidades que uma graduação fora do país abre quando voltamos. Intercâmbio é uma experiência engrandecedora.

Mas eu devo concordar que nem toda mãe deve se sentir segura em enviar seu filho para um país estranho com gente diferente, e que ainda mais na minha época faltavam informações e sobravam mitos sobre esse processo.  Convidado por Bernardo Pina, do blog Produzindo.net, a escrever este texto, e promovido pela Student  Travel Bureau, concordei em escrever sobre esses mitos que já me atrapalharam a realizar um sonho, talvez podendo abrir portas para outras pessoas interessadas.

Primeiro mito

#1 – Ninguém vai cuidar do meu filho como eu cuido

Host Parents (Pais de intercâmbio) são pais como todos os outros. Uma vez que na maior parte das vezes eles também sofreram esse processo de enviar o filho para um país estranho, eles recebem seu filho da mesma forma com que espera que você recebesse o deles. Todo mundo que conheci que esteve em um intercambio, voltou com o sentimento de que agora tem uma família em outro país. Continuam se comunicando, e normalmente acabam se visitando para continuar esse relacionamento que criaram no ano em que eram praticamente uma família.

#2 – É só bagunça, todo mundo vai só para curtir

Errado. Assim como você não deixaria se tivesse um adolescente estrangeiro morando em sua casa, os host parents também não deixam a rédia solta. Um intercambista não apenas tem que lidar com as mesmas limitações que seus próprios pais aplicariam, como com outras várias regras culturais, que mudam de país pra país. Mesmo nos países considerados mais “soltos” como os Estados Unidos, essas regras tendem a ser rígidas o suficiente para que tudo corra bem.

#3 – Tá bom, mas é caro. Se for para aprender um idioma sai muito mais barato pagar um curso aqui

Aprender um idioma é muito mais do que simplesmente falar palavras. Aprender um idioma é entender todo uma cultura, o contexto que está atrás de cada uma das palavras, que mesmo podendo ser traduzidas, não expressam exatamente o seu significado. Minha grande vontade em fazer intercambio, era simplesmente vivenciar uma cultura nova, aquilo que não tive acesso porque nasci em outro país, fazer parte daquele contexto, e absorver as experiencias de vida que estão contidas naquele lugar completamente novo e fascinante.

Intercambio é uma lição de vida. Já mais velho quando fui para Finlândia, por conta própria e não por intercambio, percebi o tamanho dos benefícios que as pessoas costumam não ver, por pequenos medos. Aprendi a me comunicar melhor, buscar uma relação melhor com as pessoas, consegui entender grandes diferenças culturais entre os dois países, me ajudando inclusive, a gostar mais do meu próprio país, mas reconhecendo as condições delicadas que vivemos.

A preocupações dos pais com seus filhos são compreensíveis, mas as empresas que fazem esse trabalho tem um cuidado muito grande em minimizar qualquer risco e por fim auxiliar para que a experiência seja apenas de engrandecimento pessoal.

A STB está promovendo uma ótima discussão sobre o assunto em sua página do facebook, vale a pena dar uma olhada!

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§ 3 Respostas para Mitos e Verdades sobre Intercambio

  • […] ABC Brandão – “Mitos e Verdades sobre Intercâmbio” […]

  • Um pouco a acrescentar:

    1. Pura verdade. Conheço algumas pessoas que fazem intercâmbio ou têm bolsa lá fora. Além do host parenting, nos EUA, por exemplo, eles têm uma cultura de coaching tão forte como vemos nos filmes; nas universidades, geralmente alguém se preocupa mesmo com você.

    2. Outra verdade. América do Norte ou Europa, eles não têm a “cultura da empregada”. Mesmo sendo “mais ricos e desenvolvidos” o filho tem responsabilidades dentro de casa que nem todos conhecem por aqui.

    3. Não há o que acrescentar aí. Há pessoas que fazem 10 anos de uma língua e não aprendem o que se aprende em 1 semestre ou 1 ano de intercâmbio.

    Por último, valeu pelas dicas e parabéns pelo reconhecimento 😀

  • Rafão Araujo disse:

    Mas minha real dúvida sempre foi:

    Quais os tramits, custos e procedimentos?

    Existem muitas informações mas poucas são realmente diretas.

    Será que rolaria um PASSO A PASSO?

    Obrigado

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